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São Gonçalinho de Aveiro




Onde

Aveiro
GPS: N 40º 38' 28.27'' ,W 8º 39' 13.02'' (Ver Mapa)
Primeiro, é a concentração na Capela. Ali, o ambiente é de alegria e as canções que todos cantamos, provam isso mesmo. Depois, chegam os mordomos e o destino é a rua. Ou melhor, as ruas da Beira-Mar. O mais engraçado é que tudo é espontâneo. O povo segue uma pequena banda de músicos, mas tudo canta, tudo dança. Velhos e novos. A tradição está garantida. A «arruada» percorre as ruas e pára nas casas das dos mordomos, num circuíto que demora mais de duas horas e que termina sempre na própria capela.

A festa de S. Gonçalinho é essencialmente conhecida pelas cavacas, mas para muitos como eu, o seu melhor dia é a segunda-feira. Canta-se vezes sem conta o hino do Beira-Mar, numa demonstração bairrista que é pena não ser seguida noutras ocasiões, nem pela população aveirense em geral.

Manda a tradição de S. Gonçalinho, que sejam distribuídas cavacas (um pão doce e muito rijo) pelos mais necessitados como forma de pagamento das promessas feitas ao santo.

Manda essa mesma tradição que as cavacas sejam atiradas do cimo da igreja de S. Gonçalinho, o que provoca uma enorme confusão no átrio, onde os populares usam de tudo para as apanhar (desde cestos improvisados com redes de pesca, até aos mais caricatos camaroeiros e guarda-chuvas invertidos).

Por entre encontrões e até mesmo algumas cabeças rachadas (sim, as cavacas são mesmo rijas), a euforia é enorme e as pessoas quase deliram no ritual magico da chuva das cavacas.

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