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Prazer absoluto

Prazer absoluto (soneto)

Serei seu como o horizonte no crepúsculo do entardecer,
Ou o vento que bruni suave sobre a rosa ao amanhecer.
Terei sentido roçar em meu corpo o áspero de sua língua
Que doce, explora os meus espaços sedentos de prazer.

Terei desfalecido, mas teimosamente quero ti amar,
Açoitado pela vertigem, vejo estrelas sem anoitecer.
Minha respiração ofegante faz minhas veias latejar,
Como um menino assustado parece-me enlouquecer.

Lânguidos e sem forças não ficou nada por fazer,
Sem disfarces nossas olheiras nos denunciavam,
Nossos corpos de vontades ainda se queixavam.

O prazer absoluto por vezes fez-se acontecer,
Tempo ocioso em nossa cama não perdurou,
Ao anoitecer nossas mãos ainda nos acariciavam

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