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Morte Aparente





Hoje na sombra
Da luz que tarda
Na aridez
Da semente
Não apodrecida
No fogo humano
Dum rosto suado
Na coragem
De revirar o arado
Emperrado na terra
No afundar negro
Da beira golpeado
No cheiro fresco
Do vento acordado
No bafo húmido
Do estrume fermentado
Na pele mole
Duma cobra espinhaçada
Nascem lagartas
Agarram-se os torrões
Fermenta a vida
Na terra a renascer
Negra e moça
Quente
No deitar e levantar
Terra
Que geme e canta
Um hino sem fim!
Que não morre na sombra
Da luz torcer!
Terra solta
Parece ser louvor
Na grandeza germinada.

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